Madeira

Porto Santo — nove quilómetros de areia ao lado da Madeira

Porto Santo — nove quilómetros de areia ao lado da Madeira

A primeira coisa que se nota, ao desembarcar em Porto Santo, é a luz. Vem-se da Madeira verde e húmida e cai-se numa ilha cor de palha, baixa, seca, com uma praia que não pára: nove quilómetros de areia fina e dourada de uma ponta à outra. Não há cascatas nem levadas. Há sol, mar morno e um sossego que a ilha grande, mesmo a 50 minutos de ferry, já não tem.

Como chegar e quando ir

O Lobo Marinho faz a travessia a partir do Funchal — pouco mais de duas horas e meia de barco até ao Porto de Abrigo. Há também voos curtos, mas o ferry faz parte da viagem, sobretudo se o mar estiver calmo (se estiver picado, leve um comprimido para o enjoo, é conselho de quem já o ignorou). Maio, junho e setembro são os meses certos: água quente, dias compridos e a praia quase só para si. Em agosto, os madeirenses atravessam em peso e a Vila Baleira enche.

Para além da praia

A areia de Porto Santo tem fama de fazer bem ao corpo, e há quem venha de propósito enterrar-se nela por causa das dores. Verdade ou tradição, o gesto faz parte da ilha. Quem quiser esticar as pernas tem o Pico do Castelo e o Pico do Facho, de onde se abarca a ilha inteira e, em dias limpos, o perfil da Madeira ao longe. A casa onde Cristóvão Colombo terá vivido, perto do centro da vila, é hoje um pequeno museu — vale a meia hora, não muito mais.

O que comer e onde

  • O bolo do caco, esse pão achatado com manteiga de alho, está em todo o lado e é o melhor petisco de fim de tarde.
  • Peixe fresco grelhado nos restaurantes do areal, com vista para o mar.
  • Uma poncha ao fim do dia, que apesar de ser ex-líbris da Madeira também se bebe bem por cá.

Não é uma ilha de muita agitação, e é exatamente esse o ponto. Quem procura vida noturna e museus fica desiludido. Quem procura uma praia comprida onde caminhar descalço sem cruzar ninguém durante meia hora — esse encontrou o sítio.